nota

Estivemos nos dois primeiros dias de Rock in Rio, no último final de semana, e relatamos tudo o que aconteceu nessas primeiras 48h horas de shows. Dos momentos inesquecíveis aos ruins, saiba tudo o que rolou na Cidade do Rock nos dias 23 e 24 de setembro.

Nossa chegada à Cidade do Rock no início da tarde foi tranquila. O transporte oferecido para os portadores do Rio Card seguia tranquilamente para o festival, sem transito e sem confusões. Ao chegar na Cidade do Rock, que fica a quase uma hora do centro do Rio de Janeiro, as dimensões do Palco Mundo impressionam ainda do lado de fora. A estrutura é gigantesca e posicionada bem ao centro da Cidade do Rock, de forma que era possível assistir aos shows principais de quase toda o espaço ocupado pelo Rock in Rio. Como ainda era cedo, foi possível andar na montanha russa sem grandes problemas. Horas depois o caos das filas estavam instalados por todo o local, precisando de muita coragem e disposição para querer enfrentá-las e desfrutar dos brinquedos ou até mesmo comer um lanchinho. Na Rock Street, artistas de jazz e blues tocavam no meio da galera, ou em um pequeno gazebo posicionado no meio da “avenida”, dando um clima bem intimista e diferente.

Rock Street teve shows de jazz e artistas circenses (Foto: Maurício S./Grudaemmim)

Ao cair da noite, nos aproximamos do Palco Mundo para esperar pela abertura dos shows, tivemos a primeira baixa: um grupo de uns dez homens causava tumulto no meio da multidão para que pudessem realizar furtos de carteiras e objetos pessoais dos bolsos das pessoas que ali se aglomeravam. O ato estava tão evidente que após alguns minutos na pista, era possível perceber a chegada do grupo e se precaver. Falha da segurança.

Os shows

Foi pouco depois das 19h que tudo começou. Uma contagem regressiva para o início oficial de festival apareceu nos telões e um vídeo que relembrava a história do festival começou a ser transmitido. Até a garotinha que tocou o sino por um mundo melhor na edição de 2001 do festival apareceu, dez anos mais velha, para tocar, mesmo que virtualmente, o sino outra vez. O vídeo foi altamente emocionante e se encerrou com uma grande queima de fogos ao som da música tema do festival. Foi mágico, quem estava lá certamente se emocionou e se sentiu parte de algo muito especial.

Freddie Mercury e o seu Queen surgem no telão com a memorável apresentação de “Love of my Life”, na primeira edição do Rock in Rio. Milton Nascimento e a Orquestra Sinfônica Brasileira concluem a música e dão fim a essa homenagem a Mercury. Esse na verdade foi um grande bloco que o Rock in Rio demonstrou sua importância e a magnitude de seus espetáculos. O show que viria a seguir só veio a confirmar esse panorama. Paralamas do Sucesso e Titãs, duas das maiores bandas de rock do país, dividiram o palco para lembrar o sucesso de suas apresentações nas edições anteriores do evento.

Em seguida veio Cláudia Leitte, presença controversa no festival, a carioca fez um show para uma platéia um tanto quanto receptiva, para a surpresa de muitos. Cantou seus sucessos, mas pisou na bola quando decidiu puxar a tal da “corda do caranguejo” – dança comum em seus shows que incita as pessoas a pularem de um lado para o outro – em pleno Rock in Rio. As 100 mil pessoas que já estavam esmagadas, se deram conta do que estava por vir, levantaram as mãos e fizeram sinal de não. Cláudia riu, ironizou e fez mesmo assim. O resultado foi muito empurra empurra, pisão e gente caindo. A platéia, furiosa, xingou e vaiou e quebrou o clima de uma apresentação que estavam indo bem. Cláudia rebateu: “Você não aguenta o curso, então porque se matriculou?, como se tivessem ido lá para vê-la. Sentá lá, Cláudia.

Após o show de Claúdia, o público começou a se aproximar mais ainda do Palco Mundo para assistir a apresentação que foi o destaque da noite. Katy Perry montou seu mundo colorido de doces no palco para uma hora de hits. Simpática, a cantora conversou bastante com a platéia, criou uma celebridade instantânea após um beijo no rosto e demonstrou todo seu amor pelo Brasil ao tocar a canção “Thinking of You”, que ficou no primeiro lugar nas paradas brasileiras por aqui, o único lugar do mundo onde isso aconteceu, segundo ela.

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Com o fim do show da californiana, o público se preparava para a apresentação de Elton John, ou pelo menos parte dele, já que muitos – principalmente os mais novos – aproveitaram o intervalo entre os shows de Katy Perry e Rihanna para sentar no chão e descansar os pés. Elton fez um show correto e sem novidades. Sempre sentado ao piano, pouco falou com o público, mas levantava-se em praticamente todos os intervalos para acenar para a platéia. O show, que durou mais de 1h30 (o mais longo da noite) foi um contraponto entre as duas grandes atrações do pop atual da noite, levando ao delírio pessoas mais velhas, que foram ao festival justamente para ver o cantor inglês.

Rihanna, a atração mais esperada da noite, subiu ao palco com muito atraso às 2h da manhã. O público que já estava irritado com tamanha espera, não descontou na cantora e curtiu o show do começo ao fim, deixando a cantora visivelmente surpresa com tamanha receptividade. Da abertura com “Only Girl (In The World)” ao encerramento com “Umbrella”, não teve uma canção que não foi cantada em coro pelo público. Apesar de ser simpática, a cantora foi ofuscada no quesito interação com o público por Katy Perry, que assistiu a amiga da fila do gargarejo.

Balanço

Esse primeiro dia de Rock in Rio respondeu a altura a expectativa de todos pela volta do evento ao Rio de Janeiro. Os problemas, que não foram poucos, tiraram um pouco do brilho da festa, mas aparentemente foram amenizados no dia seguinte, mas isso é assunto para o próximo post…

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  1. Pingback: Diário de Bordo: Rock in Rio, Dia 2 - Temporada de Festivais 28 set, 2011

    […] de chegar em casa às 6 da manhã no dia anterior, a gente acordou no dia 24 meio quebrado. O tempo não estava lá dos melhores, bastante nublado, […]

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