Resenha: Jake Bugg no Brasil
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A estreia de Jake Bugg em palcos brasileiros aconteceu um dia antes de sua performance no Lollapalooza Brasil. O show intimista no Cine Jóia à uma hora da manhã foi uma espécie de aquecimento para o que o jovem de Clifton iria mostrar no Palco Interlagos no segundo dia do festival.

Ainda que mais enxuta, a setlist no Lollapalooza contou com a mesma sinestesia. Momentos para dançar e esbravejar letras de hits como “Two Fingers”, “There’s A Beast And We All Feed It” e “What Doesn’t Kill You”; e momentos para se emocionar com a voz segura do moleque, como em “Broken” e “A Song About Love”.

A falta de presença de palco, justificável pela pouca idade do cantor, é compensada pela maturidade vocal, belíssimos arranjos e solos de guitarra de arrepiar. Contando apenas com o baixista Tom ‘Robbo’ Robertson e o talentoso baterista Jack Atherton, Jake segura toda a guitarra e violão do show, mostrando a versatilidade do cantor, letrista e multi-instrumentalista de 20 anos.

“Rock and roll can never die”, Jake afirma com sua voz projetada para o Folk, mas buscando a aprovação do Rock em um dos ápices de seu show. O maravilhoso cover de “Hey Hey My My” de Neil Young não poderia ter sido orquestrado de forma mais coesa ao Setlist.

O tímido garoto de Clifton ainda fica com as bochechas vermelhas ao presenciar o carinho dos fãs, mas não se deixa intimidar ao alcançar notas que tiram suspiros e algumas lágrimas da platéia, sendo “Broken” o clímax de seu timbre.

Jake deixa o Brasil com um gostinho de quero mais. Músicas como “Slide” e “All Your Reasons” ficaram de fora, mas esperamos ouvi-las em seu já esperado retorno ao país.