Resenha: Soundgarden no Lollapalooza 2014
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Por Bruno Lisboa (Colaborador)

30 anos. Este foi o tempo que o público brasileiro teve de esperar para ver o Soundgarden, pois desde a sua existência, a banda nunca havia se apresentado no Brasil.

Neste meio tempo, o patinho feio da cena de Seattle produziu uma série de álbuns clássicos (à saber Badmotorfinger, Superunknown e Down on the upside), mas nunca logrou o sucesso merecido tal como seus conterrâneos, Nirvana e Pearl Jam.

Após um hiato de 12 anos, o grupo se reuniu, lançou um bom álbum ano passado (King animal) e saiu em elogiada turnê mundo afora.

Para a sua estréia em terras brasileiras a trupe de Chris Cornell fez o que se esperava: tocou hits de várias fases, mesclando grandes canções que não foram lançadas como singles, mas agradam os fãs de outrora. Para o primeiro grupo, hinos como “Black Hole Sun”, “Jesus Christ Pose”, “Spoonman”, “Outshined”, “The Day I Tried To Live” entre tantos outros que figuraram ao lado de clássicos atemporais como “My Wave”, “Like Suicide” e “Superunknown”, agradando em cheio o grande número de admiradores que assistiam ao último show do Palco Ônix.

Durante a apresentação, Cornell, visivelmente emocionado, desculpou-se pelo tamanho atraso, agradeceu tamanho carinho e atenção prestadas.

Para fim, o semi-hit “Beyond The Wheel” encerrou a histórica apresentação, comprovando que mesmo após três décadas de serviços prestados à boa música, o Soundgarden segue essencial.

(FOTO: Thiago Facina/Reprodução)