Entrevista: Coisinha

Levar os clássicos do cancioneiro infantil a um espetáculo interativo para as crianças. Essa é a proposta do Coisinha, projeto liderado pelo músico China e que conta com Lula Lira e o Mombojó.

No repertório, estão canções de Vinicius de Moraes, Jorge Ben Jor, Trem da Alegria e canções que marcaram época como “O Pato Pateta”, “Sapo Cururu” e “A Casa”.

Mas os pequenos não ficam reservados apenas à plateia. Durante o espetáculo, as crianças interagem o tempo todo com grupo. “Eles pintam o cenário do show e participam de brincadeiras,” explica China. “Toda hora estamos precisando de ajuda deles para algum número”.

A banda é uma das atrações da próxima edição do Lollapalooza Brasil, que acontece no próximo fim de semana em São Paulo. O Coisinha se apresenta no Kidzapalooza, palco dedicado inteiramente a criança dentro do festival.

A criação de espaço para os pequenos em festivais já é uma tendência adotada por grande dos principais festivais do mundo. “Acho a ideia genial, pois um pouco de cultura não faz mal a ninguém e só enriquece as crianças,” opina China.

Confira abaixo a entrevista completa:

O que é o Coisinha?
O coisinha é a brincadeira com as crianças. Um show que reúne um punhado de canções nossas e de outros artistas, além de brincadeiras e diversão para a criançada.

Como surgiu a ideia de criar um show especialmente para as crianças?
Tenho dois filhos e adoro crianças, mas como eles estão crescendo, resolvi brincar um pouco a criançada de outros pais. Sempre quis fazer um projeto infantil, é um sonho antigo. Fazer shows para crianças é especial, diferente de tudo o que eu já senti num palco. Tem um desafio maior, pois fazer uma criança prestar atenção em você é muito difícil. Eles estão com todo o gás, pensando mil coisas diferentes, e quando você consegue chamar a sua atenção é muito legal.

E o nome Coisinha, como surgiu?
Eu queria algo no diminutivo e Vicente, baterista do Mombojó, sugeriu esse nome. Foi a primeira e única opção. Casou certinho com a ideia.

Rola uma interatividade do grupo com os pequenos, certo? Como é isso?
Eles pintam o cenário do show, participam de brincadeiras. Não é apenas um show musical, tem uma interação muito grande. Toda hora estamos precisando da ajuda deles para algum número.

Hoje a gente não vê muitas opções de artistas e projetos direcionados ao público infantil como tínhamos nas décadas de 80 e 90. Como vocês veem esse cenário?
Acho que é o tipo de coisa que nunca deveria ser deixada de lado. As crianças são importantes e o que eles estão ouvindo hoje é o que cantarão para os seus filhos amanhã.

Do que é composto o repertório do show de vocês?
Músicas próprias que tenham uma temática infantil, como Anti Herói e Papapa, e músicas de outros artistas que estão no nosso inconsciente coletivo, tipo O Pato Pateta, Tem Gato na Tuba, Saci e Lobisomem.

O que acham dessa iniciativa do Lollapalooza de abrir espaço para as crianças no festival?
As crianças de hoje em dia tem acesso a tudo e são muito curiosas, então por que não abrir esse espaço para elas sentirem como é a sensação de estar num festival? Acho a ideia genial. Um pouco de cultura não faz mal a ninguém e só enriquece as crianças.

O que você diria para um pai que ainda está na dúvida se leva o filho para curtir o Lollapalooza?
Diria que as experiências que você tem ao lado do seu filho são únicas e ficarão para sempre na memória dele. São momentos assim que apertam os laços entre pais e filhos.