Batemos um papo com o vocalista e guitarrista Alan Day sobre a vinda da banda ao Brasil para o XLive Music Festival.

Foto: Divulgação

O quarteto, formado por Dan O’Connor (vocais e guitarra), Alan Day (vocais e guitarra), Joe Weiss (baixo e backing vocal) e Jack Massuco (bateria), estão na atividade desde 2001. O primeiro disco, Rise or Die Trying, saiu em 2007 e o sucesso na internet chamou a atenção dos executivos da Decaydance Records que contratou o grupo e, desde então, o Four Year Strong tem voado cada vez mais alto. Três discos depois, a banda se tornou um dos principais nomes do cena alternativa americana. O último lançamento In Some Way, Shape or Form se apóia na sólida carreira para apostar em um som diferente de tudo que já haviam feito.

O vocalista Alan Day bateu um papo com o FestivaisBR e contou um pouco sobre o disco novo, as expectativas de tocar no Brasil, sua relação com bandas veteranas como o New Found Gloryque toca ao lado do Four Year Strong no XLive Music Festival -, e muito mais.

 

Como você descreveria seu som e a sua banda para pessoas que nunca ouviram o Four Year Strong antes?
Fazemos um rock energético. Gostamos de tocar bem alto e rápido e misturar isso com melodias e refrões que pegam e nos divertir muito.

O Four Year Stong tem quatro álbuns lançados, sendo que o último saiu em novembro passado. Como você diria que o som da banda mudou desde o primeiro disco?
A gente sempre muda. Especialmente quando a banda surgiu, fazíamos o que toda banda faz. Testávamos de tudo até achar o nosso som e acho que de certa forma ainda estamos tentando fazer isso, ainda estamos nos divertindo. Acho que é importante como artista e como banda sempre continuar tentando melhorar e crescer. E criativamente, tentar derrubar barreiras e tentar coisas que nunca tentamos antes e é isso o que fazemos.

Quais foram as inspirações para este último lançamento, o In Some Way, Shape or Form?
É como eu dizia: Como uma banda, queríamos poder fazer mais coisas que nunca fizemos antes. Só essa motivação já foi bastante inspiracional para fazer coisas novas e fazer um disco que achávamos que nunca faríamos. Na época estávamos ouvindo coisas que fizeram a gente querer ser músico em primeiro lugar. Sabe? Coisas que crescemos ouvindo, coisas dos anos 90 e coisas que nossos pais ouviam.

Vocês receberam diferentes reações com esse novo álbum. Algumas pessoas adoraram e outras simplesmente odiaram. Como vocês lidaram com isso?
Nós esperávamos algum choque dos fãs no início, porque realmente fizemos algo diferente, mas uma coisa que notei é que as pessoas que odiaram as músicas quando ouviram pela primeira vez, já começaram a voltar e perceber que ainda somos a mesma banda e só fizemos algo distinto. Tem a mesma energia e todo resto por trás, só está sob uma luz diferente. Tocamos algumas músicas novas na turnê anterior e elas se misturam tão bem com o material antigo que acho que as pessoas nem perceberam que elas eram diferentes naquela época.

Como as músicas tem sido recebidas ao vivo?
Tem sido ótimo. Nós abríamos os shows com músicas antigas e depois íamos direto para umas novas e parecia que era uma das outras, com várias pessoas cantando junto e curtindo. Estão indo muito bem.

O que vocês estão esperando dos shows aqui no Brasil?
Considerando que é a nossa primeira vez, não temos idéia nenhuma do que esperar. Esperamos o melhor. E sempre tivemos vontade de ir ao Brasil e agora finalmente temos a oportunidade. É importante demais para nós, então estamos muito animados! Só esperamos que a galera esteja tão animada quanto a gente, porque é disso que a gente se alimenta, da energia do público.

E o que  os fãs podem esperar de vocês no palco?
Espere por um set alto e maluco com a banda enlouquecendo. Como eu estava dizendo, quanto mais louco o público estiver, mais louco a gente vai ficar e melhor o show será. Porque é disso que a gente gosta, dessa energia entre nós e o público. Esperem pular muito, muitos gritos e muita diversão.

Vocês tem quatro discos e acredito que seja bem difícil escolher a setlist. Vocês já sabem o que vão tocar por aqui?
Ainda não discutimos isso, mas provavelmente vai ser bem parecido com o que a gente tem feito ultimamente. Uma boa mistura de coisa nova e antiga. Nós tentamos não deixar nada de fora, obviamente tem coisa que tem que ficar porque não dá pra tocar todas as músicas, mas queremos poder tocar as canções antigas que todos amam e tocar as novas que adoramos tocar. Garanto que a setlist vai ser boa.

Vocês tocam por aqui com o New Found Glory. Ouvi dizer que vocês são fãs dos caras. Como é estar em turnê com uma banda que vocês gostam tanto?
É fantástico. Eu cresci ouvindo New Found Glory e eles são um dos motivos para a gente ter começado essa banda. Eles são definitivamente uma grande inspiração para o Four Year Strong. E, por já termos feito turnê com eles, nos tornamos grandes amigos. E é ótimo, um sentimento bem legal. Eu nunca imaginei, nem em um milhão de anos, que eu seria amigo dos caras do New Found Glory. E dividir o palco com eles é fantástico, eles sempre fazem shows ótimos. É demais poder assisti-los todo dia e melhor ainda ser a banda de abertura deles.

Falando nisso, qual banda acompanharia o Four Year Strong em uma “turnê dos sonhos”?
Essa é uma pergunta difícil. O New Found Glory é uma banda muito muito muito boa e temos muita sorte de poder fazer isso com eles. Mas, uma turnê dos sonhos? Eu gostaria que pudéssemos tocar com Tom Petty & the Heartbreakers.

Para encerrar, o que você tem a dizer aos fãs que vão ver vocês no XLive Music Festival?
Só queria pedir que vão ao show e se divirtam muito conosco. Esse é o nosso plano.

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