Formado em 2010 pelo músico e produtor Giuliano de Landa e o engenheiro de computadores Luiz Magnago, o Fundamental Zero une o synthpop e o electro-rock aos temperos escuros e flertes ao funk. Em julho de 2011, a banda capixaba lançou o mini-álbum homônimo contendo cinco faixas, gravado, mixado e produzido por Giuliano no estúdio Monollito em Vitória. O trabalho foi masterizado por Sean Magee, que já trabalhou com bandas como Pink Floyd, Deep Purple e Coldplay em Abbey Road.

A banda se prepara para lançar músicas inéditas com um novo membro, Rafael Sodré. O vocalista, Giuliano de Landa, concedeu uma entrevista exclusiva para falar um pouco sobre o projeto, as influências da banda e o que o Fundamental Zero prepara de novidades para este ano.

Como surgiu a ideia do Fundamental Zero?

O Luiz é colaborador de um projeto que tenho chamado Terceiro Paralelo. Em meio às gravações e jam sessions deste projeto, abordávamos uma outra sonoridade que não se adaptava tão bem ao TP, mas que tinha potencial e sentíamos uma vibe boa ao tocar. Decidimos então registrar este material e criar algo juntos. Lançamos o primeiro disco um ano depois.

Como foi o processo de criação do primeiro álbum? Ter sido masterizado por Sean Magee que já trabalhou com bandas tão importantes deve ter uma história legal por trás.

O primeiro álbum foi o pontapé inicial de um conceito. Na minha trajetória, foi o primeiro como vocalista e também o primeiro sem guitarras. Na época estava submerso na pesquisa por timbres e texturas em sintetizadores, e na hora de transpor os arranjos que passavam pela minha cabeça ao timbre de um instrumento não teve como, synth na veia. Sean Magee foi proporcionado por um amigo produtor que fez nosso trabalho chegar até Abbey Road. Colorir nossas músicas naqueles equipamentos por um profissional Classe A internacional foi a realização de um sonho.

Quais as maiores influências da banda? O Luiz me contou que apesar do primeiro álbum ser voltado para o synthpop e eletro-rock vê muito de Pink Floyd no som.

Somos todos roqueiros e bebemos nas diferentes vertentes do estilo. Eu creio que as principais influências estão dentro do classic rock, com temperos do funk e da disco music. Obviamente, não tem como não ser “synth ou electro” com àqueles grooves e sonoridades que abordamos no primeiro álbum. Mas boa parte daqueles riffs de synth poderiam estar em guitarras com um fuzz porreta, soando de maneira ainda mais roqueira, como a maioria de nossas referências. O especial sem voz de Across The Great acaba tendo um quê de Pink Floyd mais aparente por exemplo. É difícil explicar estas questões, é algo que está presente nas entranhas da coisa toda.

Podemos falar em uma segunda etapa do Fundamental Zero agora com a entrada do terceiro integrante? O que podemos esperar de diferente no som para o próximo álbum?

Na verdade a segunda etapa começou quase que imediatamente após a conclusão do primeiro álbum. O que determinou o processo de pré-produção do segundo disco foi à volta das guitarras e o pensamento na liberdade de palco que ela proporciona. Compomos novas músicas e registramos 10 delas em um disco demo. Na seqüência apresentamos este trabalho ao amigo Rafael Sodré, que agregou força se juntando ao time. O próximo trabalho tem uma abordagem mais ampla e é mais pesado. Por voltar a ter o timbre de guitarras acaba soando bem mais rock que o primeiro, mas o funk e os grooves dançantes continuam presentes.

Já tem alguma data para lançamento de algo novo? Pensam em shows ao vivo para divulgação do próximo álbum?

Ainda este ano lançaremos um single ou um EP com músicas que estarão no próximo álbum. A idéia de lançar o disco inteiro este ano tem se distanciado, pelas questões que giram em torno de uma produção trabalhosa e independente, mas ainda pode acontecer.
Este disco tem sido criado com o pensamento forte na execução destas canções em palco, então o passo seguinte é a execução em shows e turnês de lançamento, com certeza.

Apesar de escasso, temos alguns representantes de peso no cenário musical capixaba como a banda Dead Fish e atualmente podemos falar da repercussão do Silva. Como vocês enxergam o cenário musical capixaba?

De longa data temos muitas bandas e diversas delas com potencial. O que também nos acompanha é a falta de lugares e de um circuito sólido por outras cidades do ES. Claramente existe uma evolução acontecendo, com os novos músicos amadurecendo cada vez mais rápido, com a informação à um ou dois clicks. Também sinto falta do papel investigativo dos jornalistas que revelam as boas surpresas do underground, evitando o mais do mesmo.

Luiz e Giuliano em estúdio

Abaixo você pode conferir o primeiro álbum da banda e baixá-lo gratuitamente no site do Fundamental. Também podem acompanhar as novidades deles através do Facebook e do Twitter.

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