Entrevista: Red Oblivion

Você provavelmente não conhece o Red Oblivion, mas a banda americana está disposta a transformar alguns brasileiros em fãs durante sua passagem pelo Lollapalooza Brasil no próximo dia 5.

Composto por Zach Adams (vocais/baixo), Emma Torres (guitarra) e Carson Groeneworl (bateria), a banda mistura o peso das guitarras com instrumentos clássicos e os vocais roucos de Adams. O trio de Boston se conheceu na escola de música de Berklee e desde então viajam o mundo para fazer shows.

E a relação do Red Oblivion com o Lollapalooza não é novidade. Em 2012, o grupo tocou no Lollapalooza Chicago como prêmio de concurso do festival em parceria com a Berklee College of Music. “No festival, os produtores das versões brasileira e chilena vieram nos assistir, o que levou a sermos convidados para tocar no ano seguinte,” explica Zach Adams. Na edição brasileira do ano passado, o grupo se apresentou no subestimado Palco Chilli Beans.

Desta vez, a banda vem ao Brasil para o show de abertura do Palco Interlagos. Na setlist, as canções de My Friend Fear, disco de estreia do trio que foi lançado há poucas semanas. Confira abaixo a conversa que tivemos com o vocalista Zach Adams sobre a banda e essa segunda vinda ao Brasil:

Como você descreveria a música do Red Oblivion para alguém que nunca ouviu falar da banda antes?
Um rock alternativo influenciado por metal e punk com refrões mais pop. Estamos tentando levar o peso de volta ao rock alternativo.

Quais são as suas principais influências?
Nós gostamos de muita coisa, mas as influências que compartilhamos são Pixes, Nirvana e The Killers.

E o álbum de estreia, já saiu? Vamos ouvir alguma música nova no Lollapalooza Brasil?
Nosso álbum foi lançado no dia 4 de março e se chama My Friend Fear. Vamos tocar ele todinho no nosso show no Lollapalooza. Passamos de um quarteto para um trio, então estamos em um processo de adaptação a essa nova configuração ao vivo e na composição. Nossa banda passou por um período bastante difícil, mas saímos dessa fase com muitas lembranças.

Qual foi o momento mais inesquecível de um show do Red Oblivion?
A primeira vez que tocamos no Lollapalooza foi inesquecível porque eu estava internado durante toda a semana anterior ao show e peguei o avião para o festival no dia da apresentação. Eu praticamente não tinha energia nenhuma para acordar de manhã, estava me sentindo muito mal. Mas no momento que o show começou, eu melhorei instantaneamente. A plateia incrível e o clima maravilhoso me deram vida novamente. Foi sensacional!

Vocês acabaram de lançar o primeiro disco, mas já tocaram no Lollapalooza em Chicago e no Chile. Como isso aconteceu?
A gente tocou no Lollapalooza Brasil no ano passado também, mas nos chamaram tão em cima da hora que nem aparecemos no line-up. Nosso show foi no palco da Chilli Beans. A gente entrou no Lollapalooza Chicago por meio do Berklee College of Music. Eles têm esse programa sensacional no qual eles dão a chance de uma das bandas da escola de tocar no festival. No festival, os produtores das versões brasileira e chilena vieram nos assistir, o que levou a sermos convidados para tocar no ano seguinte.

Vocês tocaram em algum outro festival depois disso? Como é a experiência de tocar nesses grandes eventos?
Nós tocamos no Vive Latino no ano passado, mas todos na banda concordam que o Lollapalooza Brasil sempre é um show especial. Eu gosto de tocar para plateias de festivais porque é assim que bandas desconhecidas como a nossa são notadas por fãs de música de verdade. É a melhor plataforma para promover músicas e artistas novos.

Qual a principal diferença do público do Lollapalooza em Chicago e o das edições da América do Sul?
É simples: os fãs da América Latina são os últimos apreciadores do rock n’ roll de verdade que restam no mundo. Por isso, somos muito gratos.

No Brasil, vocês vão dividir o palco com nomes como Arcade Fire, Phoenix, Muse, Soundgarden, Lorde, entre outros. Vocês estão animados de ver algum deles ao vivo?
Eu gosto de todos, mas tenho que dizer que tenho curtido muito aquele disco da Lorde. Estou muito animado para ver o Soundgarden também, porque, como vocalista, sempre idolatrei o Chris Cornell. E como não idolatrar? O cara tem a voz de um anjo.

Você conhece alguma coisa de música brasileira? Tem alguns artistas ótimos que vão tocar no Lollapalooza.
Não conheço, mas sempre estou afim de ouvir coisas novas. Talvez eu vá encontrar a próxima grande influência do Red Oblivion em uma banda brasileira.

Qual foi o melhor show que você já viu e o que o fez tão bom?
Essa é uma pergunta difícil porque somos abençoados de ter visto muitos shows. Mas o melhor que já vi é do Against Me! Eles são uma das minhas bandas favoritas e o que faz deles especiais é a energia pura do punk rock que eles têm. É pesado e diz “foda-se” ao mesmo tempo que é emotiva. É assim que eu gosto.

Convide o público brasileiro para o show no Lollapalooza :)
Prometo que vocês não vão se decepcionar se chegarem cedo o bastante no dia 5 para ver nosso show. E se você chegar e mencionar essa entrevista, te dou uma cópia do nosso álbum de estreia.

O Red Oblivion se apresenta no primeiro dia de Lollapalooza Brasil às 12h45 no Palco Interlagos.