Depois do sucesso da primeira edição, demorou apenas 6 anos para que o Rock in Rio voltasse ao Rio. Em 1991, ressurgiu com novas atrações, novo local e nova estrutura de shows para entreter os fãs de música.

Desta vez, o festival foi realizado no Maracanã, famoso estádio de futebol da cidade do Rio de Janeiro, que foi preparado para receber nada menos que 700 mil pessoas nos nove dias de shows. A estrutura montada para receber toda essa galera contou com uma adaptação do gramado e das outras áreas do estádio.

Antigamente, entre o gramado e o setor de cadeiras existia um “poço”, um espaço que separava o público. E para que as pessoas do gramado pudessem circular entre os dois setores (até mesmo sentar nas cadeiras quando estivessem cansados) foram criadas algumas pontes permitindo que todos transitassem livremente. Além destas áreas, foram vendidos também lugares nas arquibancadas do estádio, que custavam um pouco mais caro que o gramado por serem no alto e terem uma visão mais privilegiada.

O segundo Rock in Rio reuniu 700 mil pessoas em 9 dias de shows (Foto: O Globo)

Os nove dias de festival – que rolou de 18 a 26 de janeiro – trouxeram mais apresentações memoráveis com as bandas Faith No More, Guns N’ Roses, Billy Idol, George Michael, Judas Priest, Titãs, Happy Mondays, Santana, Prince, Engenheiros do Hawaii, entre várias outras. Muitas das bandas escaladas estavam em seu melhor momento na época, com discos de sucesso recém-lançados e grandes hits na boca do povo. As bandas A-ha, Megadeth e Sepultura eram algumas das bandas do momento que levantaram o público do Maracanã.

Guns n' Roses no primeiro de muitos Rock in Rio (Foto: Reprodução)

Mas a banda mais esperada da segunda edição do Rock in Rio era, sem dúvida, o Guns N’ Roses, que realizou dois shows no festival. As apresentações foram as primeiros com o baterista Matt Sorum e o tecladista Dizzy Reed (que continua na formação do grupo com Axl Rose até hoje). Dá uma olhada na apresentação de Sweet Child O’ Mine, um dos grandes hits do Guns. É de arrepiar!

Após a participação neste Rock in Rio, o Guns não saiu mais do line-up das edições brasileiras do festival, voltando a tocar no Rock in Rio III e, em outubro, no quarto. Os fãs dizem que sua participação é quase obrigatória, soltando a seguinte frase: “Rock in Rio sem Guns ‘N Roses não é Rock in Rio!”. Acho que o Roberto Medina não discorda.

Banda de Mike Patton foi a grande revelação do festival (Foto: O Globo)

Já a revelação desta segunda edição foi a banda Faith No More. Pouco conhecida por aqui na época, ela passou a ser a queridinha dos roqueiros após tocarem no Rock in Rio. O show foi considerado por muitos o melhor do segundo Rock in Rio, e pouco depois a banda fez uma mini-turnê pelo Brasil. Rolou até uma parceria do Mike Patton, vocalista da banda, com o Sepultura, gravando a canção Lookway do cd Roots (1996).

http://www.youtube.com/watch?v=Ymu7PxhXL0k

Tá, não vamos esquecer do A-Ha. A banda de synthpop, um estilo musical em que teclados e sintetizadores são os instrumentos dominantes, estava com seu hit Take on Me em alta, e levantou o público de 198 mil pessoas.

Por último, mas não tão menos importante, estiveram em destaque como bandas nacionais os Titãs, que fizeram o show do fim da turnê mais lucrativa do rock brasileiro Õ Blésq Blom, o Sepultura, que estava gravando o seu quinto disco Arise e causou revolta no público com uma apresentação de apenas 30 minutos, e o Engenheiros do Hawaii, considerado como um dos piores shows da edição pelo público em uma enquete da Globo.

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  1. Pingback: Faith No More e Hole levam o rock para a cidade de Paulínia - Temporada de Festivais 11 nov, 2011

    […] formada em 1981, já passou por bons e maus momentos. Em seu auge, na década de 90, a banda fez história ao tocar no Rock in Rio II, com um show que abriu as portas para a sua visibilidade no Brasil. O seu estilo musical é um […]

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